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Aqui serão relatadas histórias reais escritas na primeira pessoa como se fosse o próprio gato(a). Um desabafo, um ronronar, eles tem sentimentos...
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Tufinha


Amigos, eu me chamo Tufinha, quem me batizou foi a tia Bethânia na minha primeira consulta. Eu vim do Zoológico de Niterói, junto com a minha irmãzinha Branquinha. Abandonaram-me lá. Mas ainda bem que fui resgatada por minha madrinha Laura.
Estava com tanta fome, medo, frio, muito debilitada mesmo, acho que em 24hs eu morreria de fome e frio. Ao contrário dos que dizem, lá não é um local adequado para animais domésticos, não temos assistência veterinária e nem alimentação adequada e passamos frio. Mas um dia tive a sorte grande, conheci minha dinda que tratou logo de me levar no veterinário, tive que tomar tanto remédio e fiquei no soro, mas eu mostrei vontade de viver e tratei de melhorar logo.

Fui para a casa da Dinda e minha irmã já estava me aguardando. Tive uma caminha só pra mim quentinha, comia ração seca e molhadinha, água fresquinha, brinquedinhos e muito amor e carinho, sol na janela de manhã cedinho, era tão bom, só não gostava dos remédios que eu tinha que tomar todos os dias. Minha irmã teve um pretendente para adotá-la, mas minha dinda não permitiu, porque eu ia ficar sozinha e triste, já que dormiamos juntas, eu bem que gostei.
Mas minha irmã crescia, engordava e eu não. Teve um dia que eu não quis mais comer, sei lá, perdi o apetite, mas não foi por falta de comida, a dinda me ofereceu até requeijão na boca, eu gostava, mas perdi a vontade, comecei a ver as coisas diferente, não sai mais para pegar sol na janela, só queria dormir, minha dinda toda noite corria comigo para a clinica e a Dra. Mariana me medicava eu melhorava, mas até que no resuiltado de um dos exames que eu fiz, exame de sangue Hemograma Completo, deu alteração na Albumina e na Globulinas e depois de fazer uma pulsão descobriram que eu tinha PIF.

Minha dinda se acabou, ficou tão triste e eu também porque sabia que iria partir para o céu dos gatinhos. Minha irmã a branquinha, fez todos os exames, teste FIV/FELV, hemograma completo e graças a Deus não teve nada. Minha barriga crescia, até que uma madrugada, que minha dinda não dormiu, já sabíamos que essa doença não tem cura, eu resolvi partir, mas antes me despedi da minha dinda que eu tanto amei que me resgatou daquele lugar, sujo, frio, onde estava abandonada e com medo, e me deu uma vida digna, enquanto eu vivi, eu fui feliz!



Tufinha faleceu em 25/06/2009 na Clinica Veterinária!
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Pretinha


Vou me apresentar, eu me chamo Pretinha e cai de um telhado onde a moradora da casa odeia gatos. Minha mãezinha me teve neste telhado e como eu miava muito uma moça que vem todo dia colocar comida para a minha mamãe me resgatou. Ela ficou sendo minha madrinha, resgatou meus irmãzinhos também. Mas havia algo de errado comigo, eu batia tudo em todos, mas acertava diretinho onde estava a ração e a caixinha de areia. Minha madrinha me levou para uma consulta com a tia Dra. Bethânia, e a tia logo viu que eu era cega, mas como pode meus olhos tão perfeitos? Eu nasci assim, por isso caí do telhado e meus irmãos não. Por isso eu miava muito, e batia nas coisas... Mas ainda bem que a madrinha me achou.

Eu dormi em uma caminha quente comia ração de filhote e ração úmida, tomei banho, fiquei cheirosa, era tratada como Princesa, até que uma moça com um coração enorme me viu no site www.lauraecia.org como adoção especial e quis me adotar, fiquei muito feliz, uma mãezinha com atenção exclusiva pra mim. Ela então pediu para fazer um exame de sangue porque ela tem outros gatinhos, então o resultado chegou e era positivo pra Felv, minha madrinha chorou, minha mãe que ia me adotar chorou, eu também fiquei muito triste porque eu queria ir para a casa nova, ir para a minha família nova, a moça já tinha até trocado meu nome, colocou Minou e eu já estava me acostumando... mas a tristeza ficou por um tempo, eu tive que tomar um remédio todo dia que tinha gostinho de soro, eu até estava me adaptando bem com a madrinha, mas eu não crescia, se passaram 30 dias após o resultado do exame e eu começei a ficar tristinha, sem animo pra nada, e teve um dia que eu fui dormir e não acordei mais... não vi mais a madrinha, não vi mais a comidinha e nem minha caminha. Mas estou feliz, porque vivi momentos felizes com a madrinha que me encontrou e não me rejeitou porque eu era pretinha e cega.

Obrigada Madrinha por ter me feito feliz, obrigada quase-mãe adotiva que me deu a oportunidade de saber o que eu tinha e só não ficou comigo porque não podia.


Pretinha (Minou) faleceu em 2008
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Yuri


Olá! Me chamo Yuri, foi o nome escolhido pela minha madrinha que me resgatou. Vou contar pra vocês como tudo aconteceu...

Logo que eu nasci eu fui abandonado junto com meus irmãozinhos dentro de uma caixinha em São Gonçalo, estava tão frio e assustado, com fome e com muito medo.

Depois de alguns dias, eu fui avistada pela minha madrinha Laura, um anjinho, que levou-me junto com minhas irmãzinhas para um local seguro. Lá eu tive comidinha na boca, tomei remédio, era bem quentinho, totalmente diferente de onde eu estava. Lá eu me sentia seguro, recebia atenção, carinho, cuidados especiais. Com toda essa atenção, eu me sentia importante e feliz, mas eu já tinha uma doença e não teve cura, comecei a ficar debilitado, sem forças para lutar... Vi a minha irmãzinha Yasmin ser adotada por uma ótima família, hoje ela se chama Chanel, isso muito me alegrou e quando minha outra madrinha acordou eu já havia partido. Fiquei tão pouquinho tempo com pessoas maravilhosas, mas pude perceber o quanto se preocuparam comigo, o quanto me fizeram feliz, tanto a mim quanto a minha irmãzinha, diferente da outra família que me abandonou.

Quero deixar aqui registrado que abandonar gatinhos como eu na rua filhotes só traz sofrimentos, enfermidades e tristezas para nós, por favor adultos não nos abandonem.

Obrigada Madrinha Laura, Obrigada Madrinha Bianca por nos resgatar, Obrigada Fátima Borges por adotar minha irmãzinha Chanel, cuide bem dela.


Yuri Faleceu no mês de Abril de 2008.
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Girafinha


Olá! Eu vou contar a minha história. Vagava pelas ruas, pelos muros, pulando de telhado em telhado, procurando comida, sonhava muitas vezes em um dia encontrar um lar, mas a minha vida não mudava. Acabei ficando prenhe, sim filhotinhos! Tive os meus bebês num lugar escondido. Desesperada e procurando por comida fui atropelada, corri para o telhado mais próximo que vi para me esconder, bastante assustada e com frio, sentia muita dor e da fome eu até me esqueci. Comecei a miar de tantas dores que sentia e um rapaz cujo nome é Carlos Eduardo me socorreu me levou ao Veterinário e eu com um olhar de gratidão e sofrimento o agradeci. Fiquei internada. E os meus bebês? Suspeitavam e chegaram a procurá-los, mas não encontraram. Recuperei-me rápido. Mas a tristeza ficou por não saber para onde foram os meus bebês, provavelmente não tiveram a mesma sorte que tive. Fui adotada e recebi carinho, comida, e fui castrada. Eu era a Primogênita da casa!Passado alguns anos, percebi que estava doente. Minha mãe Sheila logo se preocupou e chamou um veterinário que me medicou. Continuei muito doente e já não queria mais comer e nem beber água, minha mãe me internou numa clinica veterinária. Sem muita esperança eu já não conseguia mais respirar e meu coração parou. Fui sem me despedir, mas amei a minha mãe e o meu pai que me resgatou a minha família que me adotou. Deus me colocou na Vida da minha mamãe e do meu papai para que o elo existente entre nós fosse para a Vida inteira e para sempre! Hoje a minha mãe ajuda e resgata outros gatos com histórias parecidas com a minha, vitimas do abandono, da maldade (envenenamento), do atropelamento, da fome e da solidão.

Obrigada a família que me amparou e se dedicou a favor da minha vida até o fim!

Saudades...


“Girafinha viveu muitos anos com a minha sogra Sheila e meu marido. Faleceu esse ano de 2007”. Vá em paz!

Nhanhau?!


Olá! Fui adotada pela Sheila! Deixe-me contar a minha história.Eu era a sua vizinha, morava na casa ao lado. Sempre fui muito carinhosa e adoro conversar bastante. Nunca recebi carinho dos meus donos, minha casa era o muro e quando chovia eles não me colocavam para dentro de casa, mesmo eu me esfregando no muro demonstrando carinho fui rejeitada. Aonde esta a minha dona que um dia me deu carinho? Não entendo o que aconteceu. Os meus donos não gostavam mais de mim, não tinham paciência comigo, só porque eu miava e conversava. Em um certo dia os vizinhos ao lado começaram a me dar atenção e carinhos, colocavam ração para mim todos os dias. E no bendito dia de chuva e muito frio eu estava no muro sozinha e toda molhada, já estava ficando muito doentinha, a minha tia Laura passou e me levou para dentro de casa. Recebi carinhos e fui logo me identificando nhanhau, era só isso que eu dizia, a emoção era grande de ter saído da chuva e do frio que logo fui me adaptando ao local. Fui adotada pela Sheila e hoje me chamo Nhanhau, gostou? fui eu que escolhi! Já estou castrada e muito feliz por não mais ser hospede do Palace muro e hoje moro dentro de uma casa quentinha, com abundante ração e muito carinho.
Vocês acreditam que a minha antiga família nem perguntou por mim?

“Nhanhau é a segunda gata que minha sogra Sheila adotou, hoje ela esta velhinha, mas com saúde!”.

Pequena


Esse é o meu nome: Pequena! Foi a minha mãe Sheila que me batizou. Sempre fui intesamente amada, pois encontrei na minha vida a minha querida mãe que me proporcionou uma vida digna. Eu vivia nas ruas de Niterói, como muitos outros gatos que por vezes pedem com um olhar apenas um pouco de comida e carinho. Quantos passam por nós, dizem ter piedade, mas não fazem nada. Tento entender os humanos, mas não consigo. As maldades que são cometidas contra nós, tidos como inferiores a eles, são inúmeras. Tudo o que precisamos é de um toque em nosso pêlo para que possamos sentir que somos amados.

Eu tive sorte, encontrei uma mãe maravilhosa que fez até uma música para mim. Passou o tempo eu começei a ficar doentinha, na verdade eu sempre fui a mais doentinha da casa, mamãe sempre cuidando de mim com todo amor e carinho. Eu já não conseguia mais me alimentar, fui internada e minha tia Laura cuidou de mim nesse tempo, depois de fazer alguns exames ouvir dizer que eu estava com PIF, não sei bem o que é, mas eu não queria ir embora. Resisti alguns dias até não poder mais e hoje estou num lugar maravilhoso, embora eu sinta saudades da minha querida e terna mãezinha que tanto me amou, que tantou brigou com os vizinhos por minha causa, que cantanva músicas para mim todos os dias, que tanto lutou para minha recuperação. Não fique triste minha mãe, um dia vamos nos encontrar!

Aqui eu encontrei alguns amigos que fiz quando estava nas ruas. Sei que ficarei para sempre nas lembranças e no coração de todos que passaram na minha vida.

Obrigada mamãe por ter me dado um lar e muito carinho!

Pequena faleceu dia 28/05/2007 de uma doença causada por um Coronavírus cujo o nome é Perítoníte Infeccíosa Felina (PIF)”.

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